

Ortodontia Interceptiva
O que é?
A ortodontia interceptiva implica em interromper uma situação anormal já existente, de modo a restabelecer a evolução normal da oclusão.
Os desvios que se estabelecem na dentadura decídua (dente de leite) perpetuam-se na dentadura mista, assim como na permanente.
Nas fases onde se conta com o crescimento do indivíduo e com o alto grau de remodelação óssea, as respostas fisiológicas são mais favoráveis ao reequilíbrio do sistema estomatológico.
As intervenções clínicas compreendidas pela Ortodontia preventiva e Ortodontia interceptiva sugerem tratamentos precoces simples. Porém, para a aplicação de tais condutas clínicas, é necessário, inicialmente, proceder ao diagnóstico correto, de modo que, ao final do tratamento, sejam restabelecidas condições para o desenvolvimento normal da oclusão em benefício do paciente.
Quais os benefícios?
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Aumento da autoestima;
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Simplificação do tratamento;
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Melhoria do status psicossocial;
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Incremento da qualidade de vida;
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Ganhos funcionais vitais qualidade da respiração e do sono.
73% das crianças têm alguma alteração na oclusão.
Ortopedia Facial (Ortopédica e Mecânica)
A correção precoce da Classe II (queixo para trás) com aparelhos ortopédicos diminui o risco de fraturas de incisivos superiores, aumenta a autoestima da criança, permite a normalização do crescimento dos lábios (que não conseguem selamento passivo devido ao overjet acentuado) e elimina ou diminui a complexidade do tratamento na segunda fase.
Tração Reversa da Maxila
O tratamento ortopédico da má oclusão de Classe III (queixo para frente) se mostra efetivo quando iniciado em idades precoces. O diagnóstico , aliado a um bom planejamento, é a chave para o sucesso. A expansão rápida da maxila (ERM) associada a máscara facial é o tratamento mais consagrado na literatura ortodôntica para essa má oclusão.
Estudos indicam que a máscara facial associada a ERM na dentadura decídua (a partir dos 5 anos) e início da dentadura mista promove bons resultados ortopédicos.
A protração maxilar promovida por esta terapia melhora a convexidade facial e tem potencial para corrigir a mordida cruzada anterior.
Mas não para por aí! O segredo para o sucesso está em uma boa contenção ativa e acompanhamento do paciente até o final do crescimento.
Respiração Bucal
O crescimento craniofacial é determinado por vários fatores. Um deles, indiscutível, é a herança genética; outro, a presença de respiração bucal crônica. A importância de tratamento precoce da respiração bucal, em consequência de um correto diagnóstico, é extremamente importante para o sucesso do resultado ortodôntico ou para evitar o agravamento da maloclusão de pacientes com predisposição genética a alterações dento-faciais.
Respirar pela boca é um hábito que pode ser adquirido desde a infância. Não usar o nariz para inspirar e expirar pode comprometer a saúde bucal e geral de uma pessoa, além do desenvolvimento da face e das arcadas dentárias. Para fazer o diagnóstico e tratamento corretos, o recomendado é trabalhar com um time de especialista: o Ortodontista, o Otorrinolaringologista e o Fonoaudiólogo.
As causas mais frequentes da respiração bucal são: rinite alérgica, hipertrofia de adenóides e/ou amígdalas, deformidades septais e por hábito.
As principais alterações craniofaciais observadas foram: boca entreaberta em repouso, palato ogival, face estreita, com predomínio de crescimento vertical, mandíbula na posição abaixada e má oclusão dentária.



