

Periodontia
O que é?
Periodontia é a especialidade que estuda os tecidos de suporte e circundantes dos dentes e seus substitutos (implantes) e faz diagnóstico, prevenção e tratamento das alterações nesses tecidos e das manifestações das condições sistêmicas no periodonto, além da terapia de manutenção para o controle da saúde.
Quais as áreas de atuação do especialista?
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Controle dos agentes etiológicos e fatores de risco das doenças dos tecidos de suporte e
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Avaliação diagnóstica e planejamento do tratamento;
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Procedimentos preventivos, clínicos e cirúrgicos para regeneração dos
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Planejamento e instalação de implantes e restituição das estruturas de suporte,
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Procedimentos necessários à manutenção de saúde;
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Avaliação da influência da doença periodontal em condições sistêmicas;
enxertando materiais naturais e sintéticos;
tecidos periodontais e peri-implantares;
circundantes dos dentes e dos seus substitutos.
Saúde Integral
A doença periodontal é vista como um indicador de risco para a ocorrência de doenças cardiovasculares, entre elas o infarto e a endocardite bacteriana.
Embora não se tenha total respaldo da literatura sobre o tema, basicamente quando ocorre a bacteremia (processo pelo qual as bactérias bucais penetram na corrente sanguínea), em indivíduos predisponentes, tais enfermidades poderiam ocorrer, tendo como origem o processo infecto-inflamatório chamado periodontite.
No caso de nascimento prematuro, parece haver já alguma posição mais concreta da literatura, de que a periodontite é um dos fatores responsáveis pelo evento.
Da mesma forma, ocorrendo a bacteremia, produtos inflamatórios estimulariam a contração uterina, ocasionando o nascimento precoce. Já em indivíduos com diabetes e portadores de periodontite a informação é mais animadora.
Trabalhos recentes mostraram que, uma vez que o paciente seja controlado, o tratamento da periodontite auxilia no controle glicêmico, colaborando para o tratamento da Diabetes.
Sendo assim, a correta higiene bucal é o principal fator de prevenção de doenças periodontais, uma vez que as bactérias (biofilme) são o agente etiológico principal do processo.
Dessa maneira, é importante o paciente notar a presença de sangramento gengival. Caso isso esteja ocorrendo recomenda-se que o indivíduo busque um especialista (Periodontista) para um exame detalhado chamado: Periograma.
Fonte: CROSP
Doenças Recorrentes
Gengivite
A gengivite é uma inflamação nas gengivas, provocada por uma limpeza bucal inadequada, na maioria das vezes. Entre outros sintomas, a doença causa vermelhidão, sangramento e mau hálito.
Sinais e sintomas:
Quando combatida de forma rápida, a gengivite pode ser facilmente tratada pelo seu dentista. É por isso que é importante ir ao dentista com frequência, uma vez que ele pode detectar problemas na sua gengiva, antes que você observe quaisquer sinais de gengivite.
Você também pode adotar medidas diárias para reduzir o risco de ter gengivite com a manutenção de uma boa higiene oral.
Periodontite
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Aparecimento de placa bacteriana (tártaro).
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Inchaço e vermelhidão na gengiva;
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Feridas pequenas e pus na boca;
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Sangramento ao escovar;
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Retração gengival;
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Mau hálito;
A periodontite, ou doença periodontal, é o estágio mais avançado da gengivite, que geralmente vem de uma higiene bucal inadequada. Mau hálito, sangramentos na boca, escurecimento da gengiva, dor, estão entre os sintomas.
Após anos de gengiva inflamada (resultado da gengivite), os danos se estendem para o periodonto, tecido que fica entre os dentes e a mandíbula. Com isso, o dente vai perdendo o suporte e uma hora cai.
A regra básica é marcar visitas regulares ao dentista — a frequência exata varia de pessoa para pessoa. Esse profissional flagra uma eventual gengivite nos seus primeiros passos, antes que evolua para a periodontite.
E, claro, não dá para se esquecer da higiene bucal. O uso de escova de dente e fio dental após cada refeição impede que as bactérias fixem moradia na gengiva.
Tratamentos disponíveis


Raspagem Periodontal
As doenças periodontais começam com o acúmulo de placa bacteriana, seguido da formação de tártaro e da evolução para uma gengivite. Quando a gengivite não é tratada adequadamente, ela pode evoluir para o estágio de uma periodontite, que nada mais é do que um processo infeccioso que acomete os tecidos do periodonto.
A raspagem de dente é um processo de tratamento da periodontia que visa remover os tártaros e cálculos aderidos à superfície dos dentes, eliminando as toxinas que podem causar prejuízos ao periodonto.
Quando é indicada?
Situações em que o paciente sofra com:
– Acúmulo de tártaro;
– Placa bacteriana;
– Cálculos dentários;
– Sangramento gengival associado à inflamação da gengiva;
– Infecção bucal;
– Retração gengival;
– Risco de perda dentária.
Além de uma limpeza minuciosa no consultório, o dentista pode receitar anti-inflamatórios, antibióticos e bochechos com enxaguantes bucais antissépticos. Algumas vezes, é necessário fazer uma pequena cirurgia para higienizar as áreas mais prejudicadas da gengiva e do osso.


Gengivoplastia
É uma pequena cirurgia plástica feita no tecido gengival. Seu objetivo é remodelar a gengiva para que suas bordas fiquem mais arredondadas, simétricas e valorizem a aparência e o formato dos dentes.
Existem casos em que a gengivoplastia também pode ser realizada juntamente da gengivectomia. Esse segundo procedimento é uma pequena cirurgia, mas que tem o objetivo de remover o excesso de tecido e, se necessário, modelar o osso.
A gengivoplastia é uma opção de tratamento, por exemplo, para pessoas que apresentam sorriso gengival, condição em que as gengivas aparecem demais quando se sorri. Isso acontece porque ela sobrepõe excessivamente os dentes, inclusive, deixando a impressão de que eles são pequenos demais, o que torna a aparência infantilizada.


Frenectomia
É a remoção cirúrgica do freio lingual ou labial. Esse procedimento é realizado quando o freio causa retração gengival, diastemas, dificuldades de higienização e problemas periodontais.
Quando é necessária?
Para realizar o procedimento cirúrgico, é necessário antes passar por uma avaliação com um ortodontista. Normalmente, isso acontece quando o freio labial afeta os dentes, fazendo com que eles apresentem um quadro de diastema (separação). Já o freio lingual, que gera a conhecida “língua presa”, costuma ser identificado quando o indivíduo ainda é um bebê e pode afetar a amamentação, deglutição e a fala do paciente.




