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Prevenção do Câncer de Boca

Cuidados com a saúde bucal e a prática de hábitos saudáveis para prevenção do câncer bucal. As visitas periódicas ao cirurgião-dentista facilitam o diagnóstico no estágio inicial da doença.

 

1. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que o câncer de boca é um dos mais recorrentes entre os brasileiros. Porque ele é tão comum?

No Brasil são estimados mais de 15 mil novos casos de câncer de boca anualmente. A população mais afetada são os tabagistas, entre os 50 e 60 anos, que fumaram desde a juventude, portanto, ficaram expostos aos componentes carcinogênicos em boa parte da sua vida. Cerca de 60% dos pacientes diagnosticados estão na faixa etária citada acima. O consumo de álcool em excesso, junto ao tabagismo, também favorece o surgimento do câncer de boca.

2. Ainda segundo os dados do INCA, a incidência é muito maior entre homens do que entre mulheres. Porque isso acontece?

A explicação mais aceita é devido a esse grupo ficar mais expostos ao tabaco e a grandes quantidades de álcool. São cerca de três homens para cada mulher diagnosticada - diferença que já foi mais alta no passado. Cabe destacar que, cerca de 20% dos pacientes diagnosticados não apresentam nenhum fator de risco associado, mas desenvolveram a doença.

3. Quais hábitos mais contribuem para o desenvolvimento deste tipo de câncer?

O principal a ser evitado é o uso do tabaco em suas variadas formas junto ao consumo excessivo de álcool. Outros fatores como os hábitos de higiene oral e o vírus HPV estão relacionados ao câncer de boca, porém em menor intensidade. Inclusive, nos últimos anos, o vírus HPV, mostrou uma importante relação com os tumores de orofaringe (base da língua e garganta). 

4. Quais os primeiros sintomas? Há alguma maneira de autoexame?

Na maioria das vezes, o câncer de boca não apresenta sintomas nos estágios iniciais da doença. Portanto, a visita periódica ao cirurgião-dentista é preventiva e bastante recomendada, especialmente de pacientes que fumam e bebem. Manchas brancas ou vermelhas na mucosa da boca, aumento de volume na boca e na região da cabeça e do pescoço ou feridas que se assemelham a aftas e não cicatrizam após 15 dias são os primeiros sinais da doença.

5. O cirurgião-dentista deve incentivar o paciente a fazer o autoexame?

Sim. O cirurgião-dentista deve incentivar o seu paciente a conhecer a própria boca durante a realização da higiene bucal diária. E ao primeiro sinal de alteração na cavidade oral, como as mencionadas acima, o paciente deve procurar o cirurgião-dentista e se necessário, o profissional poderá encaminhá-lo ao estomatologista que é especializado no diagnóstico das doenças da boca. Mas devemos insistir que a visita periódica ao cirurgião-dentista é a única forma comprovada de detecção de lesões suspeitas.

6. O cirurgião-dentista pode diagnosticar o câncer de boca ou também é necessária a consulta com um médico?

Ambos os profissionais estão aptos para diagnosticar o câncer de boca. Após um minucioso exame clínico o cirurgião-dentista pode indicar a realização de biópsias em lesões suspeitas, que são enviadas ao laboratório para confirmação da hipótese clínica. Após o exame e diagnóstico, o paciente é encaminhado a um cirurgião cabeça e pescoço, médico responsável que trata o câncer de boca. Inclusive, o profissional da Odontologia tem um papel fundamental na prevenção, diagnóstico e reabilitação do paciente, após o tratamento médico.

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