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mulher com travesseiro na cabeça

Distúrbios do Sono 

O que é?

 

Distúrbios do sono são alterações na capacidade de dormir adequadamente, seja por alterações cerebrais, por desregulação entre o sono e a vigília, por alterações respiratórias ou por transtornos do movimento. Essas condições são capazes de afetar o sono do paciente, impedindo-o por completo de dormir ou tornando o sono insuficiente.

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Existem dezenas de distúrbios do sono, que podem surgir em qualquer idade, e são mais frequentes em crianças ou idosos. Sempre que existirem, devem ser tratados, pois quando persistem podem afetar gravemente a saúde do corpo e da mente.

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Bruxismo do Sono

O Bruxismo do sono é uma atividade oral caracterizada pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono e que, geralmente, está associada com despertares curtos com duração de 3 a 15 segundos, conhecidos como microdespertares. 

A sua frequência, duração e intensidade são influenciados por estresse, abuso do álcool, algumas doenças psiquiátricas e/ou neurológicas. O uso de medicação para obesidade e alguns antidepressivos podem exacerbar o Bruxismo.

O diagnóstico clínico é baseado no relato de ranger de dentes ocorrido durante o sono, associado à dor ou tensão nos músculos da face ao acordar,  pelas superfícies de desgaste nos dentes e  pode ser complementado pela polissonografia, que irá identificar os episódios de bruxismo durante a noite de sono.

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O Bruxismo cêntrico ou apertamento pode causar perda de dimensão vertical e, como consequência, compressão e dores na ATM (articulação da mandíbula) e uma exposição cada vez menor dos dentes, ao sorrir, dando um aspecto de envelhecimento facial precoce.

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Placas de mordida são conhecidas como protetoras dos dentes de pacientes com bruxismo do sono acentuado. Vários estudos apontam que seu uso noturno em curto prazo alivia a dor miofacial mastigatória.

Bruxismo de Vigília

O bruxismo de vigília é descrito como uma atividade parafuncional oral caracterizada clinicamente por apertamento dentário durante a vigília – isto é, durante o período “acordado” e associada a contrações prolongadas dos músculos da mastigação.

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Não existe consenso sobre um tratamento único, seguro e eficaz do bruxismo. Há autores que recomendam a utilização da denominada abordagem triplo P: Papo (conselhos comportamentais), Placa (de relaxamento muscular) e Pílulas (analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios) para amenizar os efeitos do bruxismo, enquanto outros apontam a terapia cognitiva comportamental (papo) como abordagem essencial para atenuar, de forma consistente, esta parafunção de vigília.

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Os fatores emocionais, tais como ansiedade, medo, perfeccionismo, agressividade, raiva e frustração são vistos, hoje, como fatores de risco importantes para desencadear hábitos orais de vigília como o apertamento dentário.

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Estes contatos oclusais não funcionais levam a um aumento da atividade muscular (principalmente masseter e temporal), provocando hipertonia e conseqüente mialgia, um dos principais fatores de Dor Orofacial.

Ronco

O Ronco ocorre devido à obstrução das vias respiratórias aéreas superiores à passagem de ar, acomete 30% da população e não é inofensivo como se achava até pouco tempo atrás.

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Pesquisas demonstram que o ronco pode prejudicar a saúde do cônjuge (parceiro) e trazer sérios problemas de relacionamento, além do risco aumentado do desenvolvimento de diabetes e isquemias cerebrais no indivíduo que ronca.

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Ele também pode ser o sinal da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

Apneia do Sono

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é caracterizada por episódios recorrentes de obstrução parcial ou completa da via aérea superior durante o sono e tem sido associada à hipertensão arterial, doenças pulmonares, cardiovasculares, sonolência diurna excessiva e mortalidade aumentada. 

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A terapia com os aparelhos intrabucais alivia os distúrbios respiratórios em aproximadamente 60%, com uma aceitação de uso de até 75% e melhora na respiração por manter a língua e a mandíbula para frente durante o sono. Essa terapia tem sido eficiente para muitos pacientes. 

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Entretanto, não existe garantia de que será efetiva para você, pois cada paciente tem suas particularidades e há muitos fatores que influenciam a passagem aérea superior durante o sono. Inicialmente, pode ser uma terapia de difícil adaptação para alguns pacientes, mas a maioria estará apta a tolerar bem o aparelho após 2 a 3 meses de uso.

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Segundo a Academia Americana de Medicina do Sono, os aparelhos intrabucais são indicados como terapia de primeira escolha para SAOS leve e ronco simples e como segunda escolha nos casos de SAOS moderada a severa, em que outras terapias fracassaram. O CPAP( terapia de pressão positiva contínua das vias aéreas) é mais eficaz na redução do índice de apneia-hipopnéia, por esta razão é a terapia mais indicada  nos casos de SAOS grave, porém, apresenta uma menor aceitação, de 50 a 70%.

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Os efeitos colaterais, a curto prazo, dos aparelhos intrabucais são menores e geralmente estão  relacionados à salivação excessiva, dificuldade na deglutição com o aparelho na boca, boca seca, desconforto nos dentes ou nas articulações da mandíbula. A maioria desses efeitos melhora com pouco tempo de uso e com pequenos ajustes no aparelho.

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As complicações em longo prazo incluem desconforto nas articulações da mandíbula e mudanças oclusais resultantes de movimento dentário ou reposicionamento mandibular. Caso a terapia seja interrompida, essas complicações podem ou não ser reversíveis.  Em certos casos, tratamentos restaurador, ortodôntico ou ortodôntico-cirúrgico podem ser indicados.

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Outros tratamentos aceitos para os distúrbios do sono incluem o uso do CPAP, intervenções cirúrgicas e modificações no comportamento (evitar o uso de álcool e medicação sedativa antes do sono, aliviar a congestão nasal, reduzir o peso e evitar dormir com o abdômen voltado para cima).

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Os aparelhos intrabucais para tratamento do ronco ou SAOS são terapias com evidência científica limitada, principalmente, acerca das complicações, a longo prazo, deste tipo de intervenção.

 Decálogo da higiene do sono

Dez orientações podem ajudar a ter melhor qualidade de sono, independente do problema apresentado:

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1- Procure deitar e levantar em horários regulares todos os dias.

 

2- Não use a cama para leitura, para ver televisão ou alimentar-se, escolha outro ambiente.  A cama deve estar relacionada ao ato de dormir.

 

3- Evite ficar na cama sem dormir. Se necessário, levante e faça uma atividade calma, até ficar sonolento novamente. Ficar na cama rolando de um lado para outro gera estresse e piora a insônia.

 

4- Estabeleça um ritual de relaxamento antes de se deitar: um banho quente, diminua a luminosidade do quarto antes de se deitar.

 

5- Evite o uso de álcool e cafeína pelo menos 6 horas antes da hora de dormir.

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6- Não se alimente próximo ao seu horário de dormir.

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7- Evite cochilos durante o dia. Eles atrapalham seu sono à noite.

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8- Procure se ocupar durante o dia, evitando o ócio.

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9- Faça atividade física regularmente. Porém, evite exercícios fortes no final do dia, prefira o período matinal. No final do dia, os exercícios precisam ser mais leves como alongamento e caminhada. E deve ser realizado pelo menos 4 horas antes do horário de dormir.

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10- Caso tenha roncos importantes, durma sempre de lado. Para manter-se nessa posição durante todo o período de sono, faça um bolso que feche no pijama entre as pás (omoplatas) e coloque dentro uma bolinha de tênis. Ela não deve ser muito mole. Dessa forma, irá reduzir a intensidade do ronco.

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