
Ortodontia Corretiva
O que é?
Na ortodontia corretiva, o tratamento se dará com o objetivo de corrigir a má oclusão já instalada, ou seja, um dente mal posicionado, apinhamentos, mordida aberta, mordida cruzada, diferenças de crescimento das arcadas, estética e outros.
A demanda de pacientes adultos nos consultórios de ortodontia é cada vez maior. Diversos motivos já foram enumerados para justificar este fenômeno, entre eles, a modernização dos aparelhos ortodônticos, a conscientização por parte da sociedade das vantagens estéticas e funcionais deste tratamento e um aumento da exigência estética entre os adultos que, atualmente, tem uma vida social, afetiva e profissional ativas até a senilidade.
Adultos
Os pacientes adultos, porém, mostram características diversas dos adolescentes, pois não apresentam crescimento ativo, suas aspirações mediante o tratamento são definidas, isto é, desejam um tratamento rápido e que elimine suas queixas, e são acometidos, com frequência, de doenças periodontais.
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O movimento dentário nesses pacientes não é contra-indicado, sendo necessário avaliar a condição do periodonto e estabelecer o plano de tratamento apropriado, além de restabelecer e manter a saúde periodontal durante o tratamento ortodôntico, diminuindo os riscos de efeitos adversos.
A evolução técnica e tecnológica da ortodontia atual permite proporcionar ao paciente adulto a correção das más oclusões e cria condições para um tratamento integrado, viabilizando reabilitações mais adequadas.
Ancoragem esquelética
A Ortodontia sempre esteve em busca de acessórios ou técnicas que viabilizassem determinados procedimentos clínicos, assim como sempre buscou recursos para não depender da colaboração intrínseca do paciente.
Movimentos antes considerados impossíveis de serem alcançados com os métodos tradicionais de ancoragem, hoje são executados sem necessidade de colaboração do paciente, de forma previsível, com auxílio dos mini-implantes ortodônticos e mini-placas.
Tradicionalmente, os ortodontistas somente utilizavam como apoio para o tratamento ortodôntico as próprias unidades dentárias ou aparelhos intra ou extra-bucais. No entanto, estes métodos são limitados, seja por falta de colaboração dos pacientes ou por efeitos colaterais indesejados.
Surgiram então os DATs (dispositivos temporários de ancoragem esquelética). Os dois principais são: Mini-implantes e Miniplacas Ambos oferecem resistência suficiente para contrapor os efeitos colaterais advindos da terceira Lei de Newton (a cada ação corresponde uma força contraria com igual intensidade).
Pensando em termos de simplicidade de uso, instalação, custo e tamanho reduzido, os mini-implantes têm sido a primeira escolha dos ortodontistas. À luz da evolução da ancoragem esquelética durante a última década, modificamos a maneira como estávamos acostumados a usar os mini- implantes (instalado entre as raízes).
A revolução aconteceu quando Dr Chris Chang mostrou ao mundo que poderíamos utilizar os mini-implantes de uma maneira inovadora e sofisticada, instalando-os em regiões extra-radiculares.
Surgiram, então, os mini-implantes extra-alveolares, inseridos nas regiões de crista infrazigomática (maxila) e “buccal shelf” (mandíbula), permitindo deste modo, livre movimento dentário ao longo das arcadas dentárias, já que os parafusos estão em áreas fora da linha de movimento das raízes.



